Por volta das 3h30m da madrugada de hoje em Santo Antônio da Platina
Por volta das 3h30 da madrugada desta sexta-feira, dia 28, o investigador de Polícia, Percil – único em serviço no sistema carcerário, cadeia pública, anexa à 38ª Delegacia Regional de Polícia de Santo Antônio da Platina – assim que constatou a fuga de presos, comunicou ao agente de cadeia Denilson Kuster Azevedo do ocorrido que, chegando ao local, entrou em contato, por telefone, com o chefe da Cadeia Pública, Júlio e o Sub-Chefe Murilo, este estando em Londrina. Na ocasião não havia nenhum agente penitenciário no local. Os foragidos são: Jhonatam Gonzaga Viana, Carlos Roberto Correia da Silva,o "Pretinho" Luiz Fernando Lopes, Caio Felipe Coutinho, Cristiano Aparecido da Silva, Elves Rodrigues de Campos, Marcos Antônio Viana e Douglas de Oliveira de Aquino.
A carceragem foi feita para 32 e tinha 108 presos.
Eles esquentaram um “rabo quente”, nome dado a um tubo de metal que vai dentro da água e colocaram junto à parede e, em seguida, jogaram mais água quente para que a parede ficasse destemperada e, com isso, facilitando o trabalho de desmanche do concreto que foi perfurado com um arco de pua. Feito o buraco na parede que dá acesso ao pátio onde tomam sol, subiram na grade e, passaram por meio de rolos de arames farpados que ficam em cima do muro que dá acesso ao terreno onde está instalado um bloco da unidade platinense da Yazaki.
O agente de cadeia Denilson Azevedo, disse que, provavelmente, o arco de pua, usado para a fuga, foi jogado no pátio que dá fundo para uma unidade da Yazaki. “Alguém deve ter entrado no pátio do terreno onde está a empresa e jogado esse instrumento por cima do muro (disse mostrando o muro com arame) que caiu na ala onde ficam as mulheres e, em seguida, entregue a algum preso que ocupava a cela segura, que é o nome que se dá para presos que cometeram estupro ou se enquadram na lei “Maria da Penha”, ou seja, quem cometeu violência física contra a mulher. Os demais presos não aceitam este tipo de delito”, disse Kuster.
Essa é a quarta fuga de presos da cadeia pública de Santo Antônio da Platina ocorrida no período de dezembro de 2013 a fevereiro de 2014. A última fuga foi registrada em 16 de dezembro passado quando nove detentos fugiram da unidade.
A Polícia Militar foi acionada e, através de um contingente aproximado de 15 soldados, esteve no local. Em seguida, policiais civis e militares saíram em patrulhamento pela cidade tentando localizar os foragidos.
A “Cadeia Pública” de Santo Antônio da Platina, nome que se dá ao setor de carceragem, conta com 108 presos, dos quais, oito fugiram nesta sexta-feira. A Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984 é a que instituiu a Lei de Execução Penal e, no Capítulo II, item ‘b’ do Artigo 88 diz que a área mínima para um condenado ser alojado em cela individual é de 6m². e, o Capítulo VII, que fala da Cadeia Pública, destaca que ela é destinada ao recolhimento de presos provisórios.
A Secretaria Estadual de Justiça (Seju) é a responsável pelos presos e, a Polícia Civil, apenas ajuda na guarda compartilhada dos detentos. O setor de carceragem conta com um diretor e um vice, além de cinco agentes de cadeia que cumprem a carga horária de 12h com descanso de 36h.
A Delegacia de Santo Antônio da Platina conta com 12 celas, cada uma com capacidade para acomodar normalmente até quatro presos, com quatro camas, porém, na pratica, o que se vê é outra realidade. Se todas as celas tivessem lotação normal, seriam 48 presos, mas, atualmente a Delegacia acomoda 108 presos, que, se forem divididos por 12 celas, dá uma média de 9 presos por celas. Mesmo assim, Kuster, assinalou que, numa precisão a estrutura da cadeia de Santo Antônio da Platina comporta provisoriamente, até no máximo, 57 presos.
O Delegado da 38ª Delegacia Regional de Polícia, Tristão Antônio Borborema de Carvalho esteve no local por volta das 4h e confirmou a fuga de oito presos. Alguns são de extrema periculosidade e não poderiam estar na ala de onde fugiram.
De acordo com os dados mais recentes do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), de 2010, o Brasil tem um número de presos 66% superior à sua capacidade de abrigá-los. Segundo a organização não-governamental Centro Internacional para Estudos Prisionais (ICPS, na sigla em inglês), o Brasil só fica atrás em número de presos para os Estados Unidos (2,2 milhões), China (1,6 milhão) e Rússia (740 mil).
As polícias civil e militar estão caçando os bandidos.

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