Todo ano quase um milhão
de pessoas se suicidam em todo o mundo. Tirar a própria vida está
entre as dez causas de morte mais comuns no planeta. No Brasil, acontecem cerca
de 10 mil suicídios por ano. As informações são da Organização Mundial de
Saúde, a OMS. O tema é um verdadeiro tabu, principalmente nos meios de
comunicação, em que pouco se fala sobre o assunto. Na imprensa existe um
impasse: divulgar ou não o suicídio? Talvez a polêmica exista pelo fato de
alguns veículos, geralmente os mais populares, tratarem o assunto de forma
sensacionalista. Mas boa parte da imprensa defende a divulgação como uma forma
de alerta, como é o caso do jornalista Cláudio Humberto, que classifica como um
problema de saúde pública.
"E aí você
descobre que embora faça esse acompanhamentos, faça esse registro, as
autoridades de saúde pública, não só no plano local mas no plano federal,
não estão nem aí para o problema. E eu acho que uma das razões fundamentais
para que as autoridades ignorem o problema do suicídio, é um problema de saúde
pública, é exatamente porque esses dados, essas informações, esses
eventos, não são publicados e tem sido ignorados pela imprensa como um
todo. Eu acho uma bobagem isso. Eu acho que suicídio é coisa séria demais
para ser ignorada pela imprensa".
A psicóloga Rosemari
Barlleta concorda com a opinião do jornalista. Para ela, é preciso quebrar o
silêncio para evitar que as pessoas cometam suicídio.
"Eu acho que tem de ser divulgado. Acho
que nada deve ser escondido. Uma das coisas mais importantes é que os problemas
da saúde mental, são um tabu. E isso não deve ser um tabu. A pessoa não
tem aquela doença, aquela deficiência porquê escolheu. Então a pessoa tem
que saber se tem um problema hereditário, tem uma coisa só dele e os pais
estarem atentos. Mas infelizmente, nem a mídia divulga, ensina e educa e nem os
pais têm tempo de perceber".
O suicídio é muito
traumático para família e amigos. A servidora pública Sofia Guedes
tem um caso de suicídio na família e conta o trauma que ficou.
"A primeira sensação que a gente tem, é
de não acreditar. Não acreditar em algo que parece distante, que parece que
acontece na minha das outras pessoas e não vai acontecer na nossa família. E
uma sensação de inutilidade. Uma sensação de que você poderia ter feito algo
para evitar e não fez. Você acaba sofrendo pela perda, você acaba se
sentindo culpado. E você fica naquele estado de inércia, de negação".
De acordo com a
Organização Mundial de Saúde, a troca de informações sobre suicídio pode evitar
muitos casos. A redução pode chegar a 90% das mortes se houver ajuda da
família, dos amigos e de especialistas em saúde mental. Quem passa por um
momento difícil pode procurar ajuda com pessoas preparadas. Um dos canais que
oferecem esse tipo de auxílio é o Centro de Valorização da Vida, o CVV, que
funciona 24 horas por dia pelo telefone 141 e pelo site www.cvv.org.br


por varias vezes ja pensei em dar um fim na minha vida nao sei pq ainda nao fiz isso
ResponderExcluiras vezes sozinha m da uma agunia parece q s eu acabar com minha vida ninguem vai sintir falta alguma entao lembro do meu filho e começo a pensar ele esta homem feito logo arruma uma pessoa e vai ai sim vai ser a hora perfeita d sair desse mundo mais tranquila
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